To Be in Yourself
"Introducing João Carlos' co-creation project of dancing art expression and self-stimulation (stimming), has given me hope for better days. Amidst the severity of the pandemic, the compulsory isolation, the mourning, and the social inequalities that set in like erosions among minorities, our meeting was healing balm and a dip in clean waters."
"I believe very much in playing with balance, playing with this place of the non-ground, it reminds me of a device for balance that we use in dance, it gives me a lot of will, a lot of will! I feel a pleasure. Being in the tree is this feeling of encountering this playfulness. And not just playfulness. It is like a part of me that wants to be there. Feeling the dimensions of gravity, feeling the weight, feeling my body in that space and how hard it is to be there and playing with this space of instability."
Co-creation: Adrianna Reis and João Carlos
Technique: Photocolage, text intervention
Brasília - Federal District | Sagarana - Minas Gerais | Brazil
Adrianna Reis As a psychologist, I have been working with mental health for 20 years. I am the mother of two autistic children, and I myself have ADHD. The neurodiverse universe is my playground. Ten years ago, studies on gender and bioethics at CATHEDRA in the University of Brasilia (UNB), led me closer to intersectionality with people with disabilities. In this place we met. João and I. The psychologist and the autistic dancer.
João Carlos I am João Carlos and I am autistic person. I was born by the hands of Dona Sabina, a traditional midwife. I was raised in Sagarana, north of Minas Gerais. I am Cerratense, a poet, a countryside man, in love with native bees, a founding member of CineBaru - Mostra Sagarana de Cinema (Sagarana Film Festival), during all of its editions, and the current president of Cresertão (Grow in the Sertão) Association, which operates in the region where I was born. I am an artist and art educator in training.
AD segunda imagem
Nesta segunda fototocolagem, sobre a metade superior de uma fotografia vertical com fundo em tons de cinza e vermelho, um mosaico com a foto central de duas grandes abelhas pretas com listras amarelas cercada por 12 fotos de João, dançando. O mosaico forma uma colmeia. As fotos têm formas irregulares e algumas estão distorcidas. João usa um macacão de lycra, preto, representando um tipo de abelha chamada Mandaçaia. Em todas as fotos, ele está na natureza, cercado por muito verde. Nas bordas das fotografias, textos em branco e preto, como: ESSES DIAS DESCOBRI QUE AS ABELHAS TAMBÉM DANÇAM. É ASSIM QUE ELAS SE ACHAM NO MUNDO EM RELAÇÃO AO SOL. ME ENTENDER NESSE LUGAR DO AUTISTA E TER UM DIAGNÓSTICO. CADA VEZ MAIS ESTOU ME CONECTANDO COM A DANÇA. E O QUANTO MEU CORPO ESTÁ EXPRESSO EM DANÇA. BARRO, ABELHAS, DANÇA, PARECEM UNIVERSOS DISTINTOS, MAS ELES SE ENCONTRAM. MUITO CARINHO! GOSTO MUITO DE ABELHAS E OUTROS INTERESSES RESTRITOS HOJE COMO O BARRO. E EU DANÇAVA NA FRENTE DAS PESSOAS. QUANDO EU TINHA UM TIPO DE CRISE, EU ME MOVIMENTAVA E PASSAVA PARA INTENÇÃO DE DANÇA. Na metade inferior, uma casa de abelha redonda, cinza escuro, no centro, cercada por folhas secas, douradas. À direita, parte de outra casa de abelha, marrom.
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