No centro, uma garota vista dos seios para cima, em leve perfil esquerdo, olha de forma expressiva para o observador. AD completa abaixo do ícone de audiodescrição, logo após a mini-bio das artistas.
O meu eu

"O meu eu" foi criado a partir de uma discussão e perguntas sobre a pessoa representada, Mirely Natali. A obra foi feita pelo tablet, ou seja, uma arte digital com colagem. Essa obra retrata uma pessoa autista,  suas características e seus gostos, a fim de proporcionar visibilidade e inclusão, além de demonstrar que: "A diferença não faz diferença, se você é você."

- Plutão já foi planeta.

 

A obra passeia pelas características, gostos e palavras como Mirely se autodescrevia e a combinação de cores também foi escolhida, de acordo com esse critério. Eu, Harume, autora da ilustração, tentei expressar o máximo  possível de Mirely na produção, por isso o nome: "O meu eu".

Júlia Harume

Cocriação: Júlia Harume e Mirely Cervieri

Técnica: Ilustração digital

Ano: 2021

Maringá - Paraná | Sonora - Mato Grosso do Sul | Brasil

Júlia Harume tenho 21 anos, sou amarela, do gênero feminino e heterossexual. Estou cursando Artes Visuais Licenciatura na Universidade Estadual de Maringá, trabalho com arte e entretenimento. Moro atualmente em Maringá, Paraná. Faço estudos na área do ensino da arte na escola em conjunto com culturas visuais. Ao estar no curso estudei sobre as deficiências no ensino da arte e como elas se manifestam nas suas formas, me interessei no assunto, pois gosto de compreender as várias formas de representação e seus sentidos. Também trabalho com cultura oriental e questiono as diferenças de gênero.

Mirely Cervieri tenho 20 anos, sou branca, feminina, heterossexual e autista. Moro em Sonora, no estado do Mato Grosso do Sul. Eu, como uma pessoa com deficiência, me identifico com o intuito do projeto, pois eu sempre passei e ainda passo por muitas dificuldades por ser autista. Acredito que precisa haver mudança na forma como a pessoa com deficiência é vista e principalmente como é tratada, precisamos de mais recursos para sermos realmente incluídas.

Ícone da audiodescrição.

No centro, uma garota vista dos seios para cima, em leve perfil esquerdo, olha de forma expressiva para o observador. Ela é branca, com cabelo liso, longo, marrom, penteado para trás, rosto triangular, sobrancelhas pretas, finas, olhos grandes, nariz e boca pequenos. Ela usa óculos de grau de armação oval, preta, com a palavra SINCERIDADE, em vermelho, na haste, batom vermelho, um piercing pequeno, em forma de argola, no nariz e outro que atravessa o lábio inferior. Na lateral da orelha, um piercing redondo com um pequeno crucifixo e na base, um brinco redondo na forma de tacha preta. Ela ainda usa uma faixa preta, estreita, ao redor do pescoço, com SENSIBILIDADE, em vermelho, e um casaco preto sobre vestido vermelho, sem alças. Na lapela do casaco, uma fita colorida em peças de quebra cabeça formando o símbolo do autismo. A colagem ao fundo tem tons de azul, com manchas vermelhas e textura pontilhadas. À esquerda do rosto da garota, o contorno preto de um violão sobre a capa do filme Forrest Gump. A capa tem fundo branco e no canto superior direito: Tom Hanks é Forrest Gump, O contador de histórias. No centro inferior, o ator sentado em um banco marrom, de jardim. Tom Hanks é branco, com cabelo curto, liso, castanho claro e usa terno bege. Em frente à capa do filme, tem-se a capa pouco visível do álbum musical dos Engenheiros do Hawaii. A capa é vermelha, com o nome da banda em azul e um pouco abaixo, dois símbolos arredondados em amarelo com bordas pretas, como uma roda com engates, com a frase parcialmente legível OUÇA O QUE EU DIGO: NÃO OUÇA NINGUÉM.

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